Cada palavra que toca o meu coração, fica impressa na minha alma.
Pode acontecer lendo um livro, assistindo a uma peça, um filme, qualquer coisa....
Nunca mais sai de mim..
é tão estranho, como se eu visse pedaços meus ali,Não entendo...
Assim foi ontem, quando às 3:20 da manhã, sem sono, assistindo a um filme:
Acontece quando escuto a seguinte frase:
"Ele pensava nela.
Ela pensava nele,
Às vezes ao mesmo tempo
E assim se relacionavam sem saber".
Talvez a história tenha me deixado um pouco triste, por que confesso, também gosto de me relacionar com homens mais velhos. Inclusive, a pessoa pela qual devotamente dedico toda a minha fidelidade, também me disse que eu era muito nova.
nem falarei mais sobre....
mais o filme, vale a pena, e essa frase.... grudou em mim.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Então, agora.... pensando sobre os escritos de Fernando Pessoa...
"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
Quero saber:
Nos comunicamos com as outras pessoas por uma linguagem diferente?
minha linguagem é tão minha que o outro entende parcamente, como se fosse um dialeto parecido com o dele?
Falo da linguagem interior, algo como a minha percepção, diferente da tua, e de quase qualquer um outro.
Estive por um tempo interessada em semiótica
gostaria de saber mais sobre
enquanto isso o rio das ideias continua a correr, carregando tudo consigo.
#post sem nexo.
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
Quero saber:
Nos comunicamos com as outras pessoas por uma linguagem diferente?
minha linguagem é tão minha que o outro entende parcamente, como se fosse um dialeto parecido com o dele?
Falo da linguagem interior, algo como a minha percepção, diferente da tua, e de quase qualquer um outro.
Estive por um tempo interessada em semiótica
gostaria de saber mais sobre
enquanto isso o rio das ideias continua a correr, carregando tudo consigo.
#post sem nexo.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Sinto esse gosto na boca
Lenda da erva-mate
Conta a história que a árvore de onde se colhe a folha para produzir o chimarrão, surgiu no mundo depois de um pedido feito a Tupã, o grande deus indígena. No meio das coxilhas vivia uma tribo guarani, cujo cacique era admirado por sua valentia, bravura e sabedoria tanto quanto sua filha, Caá-Yari, pela beleza. Envelhecendo, o chefe índio andava triste e tinha medo de ficar só. Não tendo filho homem, precisou escolher para sucessor o mais valoroso entre os guerreiros da tribo, justo o bravo pela qual Caá-Yari estava apaixonada. Pela lei dos guaranis, a mulher do chefe da tribo tinha de acompanhá-lo em quaisquer de suas viagens, fossem caçadas, batalhas, missões de paz ou a busca de novas terras. Assim, se Caá-Yari casasse com o guerreiro escolhido para se tornar o novo cacique, muitas vezes teria que se afastar do pai. Para não o magoar, a bela índia amava seu adorado em segredo. Sua dor e angústia eram tantas, que o cacique decidiu procurar Tupã e pediu-lhe que lhe escolhesse um companheiro para as horas de solidão. Foi então apresentado a uma árvore grande, de folhas verdes, da qual retiraria, secaria e torraria as folhas, fazendo delas uma deliciosa bebida amarga e quente que se tornaria sua companhia quando ninguém estivesse por perto. Tupã também ensinou o cacique a partir o porongo (a cuia) e a fazer um canudo de taquara (a bomba).
*Fonte: http://www.baraoervamate.com.br/lenda.htm
Realmente, é uma compania, nas horas de solidão, nas noites de estudo e principalmente...
quando amanhece....
é muito bom ver amanhecer com a cuia na mão, observando o azul escuro das lugar ao azul claro, sendo cortado pelo raio do sol....
O melhor gosto amargo que eu ja provei.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
so..... many monsters
No more I love you's
The language is leaving me
No more I love you's
The language is leaving me in silence
No more I love you's
Changes are shifting
Outside the words
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
A Dama...
uma pessoa ama
a outra também ama
os dois respondem
um, para amenizar o sofrimento (hipotético) do outro
sofre isolado
mantendo o outro também isolado, sofrendo realmente pela sua condição
ambos sofrem
o que era esperança de cura para o que se afasta, tranforma-se no veneno mais letal
o que transbordava em amor, ao ser abandonado, começa a transbordar desejo de vingança
ambos sofrem
quando existe algum vislumbre da redenção dos enganos,...
só restam reticências...
o desfecho acaba infeliz....
pobre Margarida Gautier....
A moça de vida (não tão) fácil, que gostava de camélias....
a outra também ama
os dois respondem
um, para amenizar o sofrimento (hipotético) do outro
sofre isolado
mantendo o outro também isolado, sofrendo realmente pela sua condição
ambos sofrem
o que era esperança de cura para o que se afasta, tranforma-se no veneno mais letal
o que transbordava em amor, ao ser abandonado, começa a transbordar desejo de vingança
ambos sofrem
quando existe algum vislumbre da redenção dos enganos,...
só restam reticências...
o desfecho acaba infeliz....
pobre Margarida Gautier....
A moça de vida (não tão) fácil, que gostava de camélias....
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Está tudo um pouco confuso.....
Então, hoje vieram mais algumas lembranças...
da rotina que eu tinha...
toda a sexta feira ia ao mercado publico da cidade em que eu morava e comprava flores...
prefiria escolher sempre os ramos de flores do campo.. pedia para a florista não cortar, sentia um prazer indescritível em chegar em casa com aqueles pontos coloridos nas mãos....
era sempre assim: chegava em casa, brincava um pouco como meu cachorro, depois um incenso e uma musica, e eu ia limpar as flores, cantando.. cortava-as e as colocava no vaso da melhor forma... uma terapia...
talvez esteja saudosista desta forma, por estar longe de muito do que me faz bem...
descobri que a rotina pode ser confortante..
que pequenas coisas que fazem bem, em doses homeopáticas, são extremamente beneficas..
e o fim de semana, podia ser um prazer, mesmo sem fazer nada de importante...
no sabado ia para a pós... chegava em casa, ia para a beira do rio com meu cachorro...
andava com os pés descalços....
domingo pela manhã, quando nao ia a missa, sentia uma felicidade em dormir sem compromisso de levantar , acordava, e era tão bom virar para o lado de novo e continuar dormindo....
minhas refeições eram pequenos rituais, onde a musica estava quase sempre presente...
me dedicava muito ao preparo.....
com cada ingrediente, picado e separado em um pote distinto....
e a descoberta dos meus temperos preferidos: o cardamomo foi o melhor deles...
sinto saudades de uma casa, de um jardim..
*na expectativa de dias melhores
é por isso que estou confusa...
da rotina que eu tinha...
toda a sexta feira ia ao mercado publico da cidade em que eu morava e comprava flores...
prefiria escolher sempre os ramos de flores do campo.. pedia para a florista não cortar, sentia um prazer indescritível em chegar em casa com aqueles pontos coloridos nas mãos....
era sempre assim: chegava em casa, brincava um pouco como meu cachorro, depois um incenso e uma musica, e eu ia limpar as flores, cantando.. cortava-as e as colocava no vaso da melhor forma... uma terapia...
talvez esteja saudosista desta forma, por estar longe de muito do que me faz bem...
descobri que a rotina pode ser confortante..
que pequenas coisas que fazem bem, em doses homeopáticas, são extremamente beneficas..
e o fim de semana, podia ser um prazer, mesmo sem fazer nada de importante...
no sabado ia para a pós... chegava em casa, ia para a beira do rio com meu cachorro...
andava com os pés descalços....
domingo pela manhã, quando nao ia a missa, sentia uma felicidade em dormir sem compromisso de levantar , acordava, e era tão bom virar para o lado de novo e continuar dormindo....
minhas refeições eram pequenos rituais, onde a musica estava quase sempre presente...
me dedicava muito ao preparo.....
com cada ingrediente, picado e separado em um pote distinto....
e a descoberta dos meus temperos preferidos: o cardamomo foi o melhor deles...
sinto saudades de uma casa, de um jardim..
*na expectativa de dias melhores
é por isso que estou confusa...
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
agora....
tomo um chá de limão....
o que me faz lembrar da minha paixão por ervas aromáticas.
tinha um pequeno cultivo....
alecrim, hortelã, mangericão...
quando era frio, estudava na frente do meu fogão a lenha, em uma poltrona vermelha, com um cobertor e com o meu cachorro do lado...
colocava para queimar ramos do alecrim... perfumava toda a casa...
mais nunca consegui fazer vingar a lavanda....
últimamente tenho preferido como gosto o limão
e o cheiro, sempre será o da baunilha..
um cheiro doce confortante, me traz alegria
o que me faz lembrar da minha paixão por ervas aromáticas.
tinha um pequeno cultivo....
alecrim, hortelã, mangericão...
quando era frio, estudava na frente do meu fogão a lenha, em uma poltrona vermelha, com um cobertor e com o meu cachorro do lado...
colocava para queimar ramos do alecrim... perfumava toda a casa...
mais nunca consegui fazer vingar a lavanda....
últimamente tenho preferido como gosto o limão
e o cheiro, sempre será o da baunilha..
um cheiro doce confortante, me traz alegria
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